sexta-feira, 11 de dezembro de 2015




ESCOLA E SEUS PRINCÍPIOS
Tais Dornelles
Sandra Padilha
Ivete Rott Malheiros

E.E.E.M. PINDORAMA

     O ensino por competências nos impõe um desafio de organizar o conhecimento a partir de situações de aprendizagem que tenham sentido para o aluno e ofereçam os instrumentos necessários para agir em diferentes contextos do ambiente e da vida em sociedade, ou seja, a partir de situações da vida, pois assim, o aluno necessitará buscar habilidades para resolver problemas de situações reais da vida.
     O desenvolvimento de competências específicas em diferentes domínios do conhecimento, do raciocínio, da comunicação e das atitudes é essencial para a formação crítica do sujeito. E, exige o envolvimento dos alunos nos processos de ensino e aprendizagem, por meio de experiências educativas proporcionadas pela escola. A caracterização dessas competências, por parte dos alunos, amplia o entendimento que estes têm do processo e favorecem a tomada de consciência sobre como se aprende.
    Dentre as competências essenciais que a escola deve proporcionar o desenvolvimento estão: expressar-se sobre si mesmo (o que entendeu da situação problema), compreender a expressão do outro (compreender o que o outro expressa), a capacidade de argumentação, de decisão e de extrapolar e criar, ou seja, perceber o que o conhecimento apreendido a partir de uma situação problema vai colaborar e ajudar em sua vida, na sua atuação no mundo.
       Quanto aos desafios e problemas enfrentados na escola hoje, podemos citar certamente que um dos primeiros que se constituem é exatamente como a escola deixar de ser conteudista e passar a desenvolver habilidades e competências em nossos alunos para que possam atuar como cidadãos. Em seguida, temos o desafio de envolver todas a sociedade com a educação e que haja investimentos mais significativos nesta área, pois a educação tem que ser percebida como um valor pela sociedade e, por último, educar para a participação, a educação tem que constituir num diálogo permanente com toda a sociedade, é preciso que todos se comprometam com a qualidade da educação oferecida.
Assim, é preciso que no Projeto Político Pedagógico estas questões se constituam como preocupações da escola. Pois ao definir como deve ser a escola, como ela deve ser organizada, como deve se relacionar com a comunidade em que está inserida, que disciplinas devem ser ofertadas, como as disciplinas estarão organizadas, que estratégias devem ser valorizadas, como fazer a avaliação da aprendizagem, quais os critérios e pessoal envolvido na definição sobre a aprovação ou reprovação dos alunos, tem que ter como preocupação central que tipo de alunos esta escola quer formar e quais as competências e habilidades a serem desenvolvidas para formar cidadãos comprometidos, com atuação e com responsabilidade social no mundo atual. Portanto, toda ação educativa é intencional e grande parte do processo pedagógico vivido na escola também é e fundamenta-se no reconhecimento de alguns pontos de partida e na definição de algumas finalidades. Assim, os Planos de Estudos se constituem na ação, em sala de aula, de toda a filosofia e concepções pedagógicas que a escola descreve em seu Projeto Político Pedagógico.
             Há a necessidade de priorizar a busca da unidade entre o que se planeja e o que se realiza. Os planos de estudos devem partir da realidade concreta e estar voltados para atingir as competências e habilidades definidas no projeto coletivo da escola para resolver as situações reais de vida do aluno.
            O que se percebe dentro do espaço escolar, é que temos que ter uma sintonia entre o PPP, Regimento Escolar e Planos de Estudos, mas que na grande maioria das vezes a preocupação principal dos professores é apenas com os Planos de Estudos, ou melhor, com os conteúdos que devem ser desenvolvidos, esquecendo-se que por detrás de sua organização existe uma intencionalidade que deve ser conhecida pelos professores, explicitadas no PPP e legalizadas pelo Regimento Escolar. É preciso que, ao colocar tais documentos em “ação” através do desenvolvimento dos Planos de Estudos os professores percebam e comprometam-se com a intencionalidade da escola.
     Por último, todos os documentos que expressam a filosofia da escola não podem perder de vista a construção de um ambiente saudável, visando o bem-estar de todos, fazendo com que cada ser humano se tornem pessoas melhores. Para isso é necessário que:
·         * A escola desenvolva o aluno em sua integralidade e crie melhores condições de aprendizagem;
·         * Tenha baixa evasão escolar (uma boa escola não é a que tem as menores taxas de reprovação, ou as maiores de aprovação e sim a que mantém o aluno e estimulam e permitem o seu sucesso);
·         * Ocorra a participação conjunta de diretores, professores, pais e alunos na concretização de um plano pedagógico;
·        *  Haja uma dedicação e comprometimento total por parte de todos os segmentos; 
·      * Tenha uma boa infraestrutura.

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