segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

"Eu, por exemplo, gosto do cheiro dos livros. Gosto de interromper a leitura num trecho especialmente bonito e encostá-lo contra o peito, fechado, enquanto penso no que foi lido. Depois reabro e continuo a viagem. (…) Gosto do barulho das paginas sendo folheadas. Gosto das marcas de velhice que o livro vai ganhando: (…) a lombada descascando, o volume ficando meio ondulado com o manuseio. Tem gente que diz que uma casa sem cortinas é uma casa nua. Eu penso o mesmo de uma casa sem livros".
Martha Medeiros
 Por que ler pode ser tão legal?
Todos nós sabemos e estamos “carecas” de saber que “ler é o melhor exercício para a mente”, e isso é comprovado. Ler é uma experiência única, particular de cada um. Isso por que cada pessoa é única e interpreta aquilo que lê de formas diferentes. Alguns leem por prazer, outros por “obrigação”, uns para relaxar, outros para ter mais cultura e, alguns ainda, como exercício mental.
Mas porque ler? Porque experimentamos ler um livro? Por que alguns têm paixão por ler e outros odeiam? Ler não é apenas associar letras e palavras. É mais do que isso para alguns que aprenderam associar ao ato de ler sentimentos e emoções.  Há também aquelas pessoas que abrem mão de ler um livro e preferem assistir televisão, navegar na Internet, sair com amigos, namorar. Claro que tudo isso também é muito bom, no entanto, a leitura é o momento em que podemos organizar nossos pensamentos, analisar nossas ações, nos conhecer melhor. E, sim, deveria estar presente em nossa vida.
Como já dizia a escritora americana Joyce Carol Oates “a leitura é o único meio pelo qual nos escapamos, involuntariamente, muitas vezes impotentemente, para outra pele, outra voz, outra alma”.
Tenho uma vasta experiência como leitora. Leio desde que me conheço por gente. Nunca esqueço quando eu era criança, saia com meus pais para passear de carro e sempre ficava lendo tudo, mas tudo mesmo que encontrava pela frente nas ruas que passávamos. E assim foi sempre. Aprendi que a leitura expande o nosso repertório de palavras, que desenvolve (e muito) o nosso senso crítico diante das várias situações que enfrentamos no dia a dia, amplia nosso conhecimento sobre o que nos cerca, estimula a nossa criatividade, ajuda no momento de escrever (isso porque muitos “erros” ortográficos cometidos quando escrevemos poderiam ser solucionados com a leitura).
Mas ler não é somente isso. Ler também é prazer. Exercício de imaginação. Por exemplo: ao ler um livro e após assistir o filme desse livro. Qual é o mais interessante? Com toda certeza será o livro. E sabe por quê?  Ao ler, diferentemente de assistir a um vídeo, as imagens se formam na mente, na imaginação, que é particular de cada um. Quando lemos, criamos imagens mentais que auxiliam na interpretação. Levamos em consideração a nossa bagagem cultural e emocional. Dessa forma, o texto se renova a cada leitura. Podemos ler o mesmo livro várias vezes e em todas as vezes que formos ler poderemos ter uma nova interpretação, dependendo em que fase mental estamos. O mesmo texto pode ter sempre um novo significado. Isso prova que a leitura é fruição, é devaneio, é fantasia, é entrega. É um caso de amor entre você e o escritor.
Outra coisa que sabemos (mas nem sempre acreditamos) é que ao ler, o leitor pode conhecer e visitar vários lugares sem sair do lugar. A leitura funciona como um passaporte (e com visto permanente) a tantos lugares maravilhosos, mundos diferentes, culturas diversificadas. Diversão certa. Prazer garantido.
A propósito: qual é o livro que você está lendo?
 
* Sandra Raquel Mattheis De Faveri – Assessora da área das Linguagens da 36ª CRE - Professora de Língua Portuguesa Rede Estadual de Ensino

Um comentário:

  1. Parabéns Sandra a iniciativa da criação do blog considerando a importância de nós professores registrarmos nossa prática. Lembra como foi legal a oficina de criação literária que participamos?

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